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O Ministério da Agricultura (Mapa) publicou um guia para promover o uso racional de antimicrobianos em cães e gatos. Feito em parceria com a Organização Panamericana de Saúde (Opas), a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre outras instituições, o documento chama a atenção para o problema da resistência a antibióticos, que afeta tanto a saúde animal quanto a humana e o meio ambiente.

De acordo com o texto, administrar antimicrobianos de forma adequada é essencial para preservar a eficácia desses medicamentos no futuro, prevenindo assim o surgimento de infecções mais graves. Embora direcionado prioritariamente a profissionais de medicina veterinária, o guia traz recomendações importantes também para tutores de cães e gatos. Leia a seguir 5 pontos de atenção com o uso de antibióticos.

Uso de antibióticos em cães e gatos deve ser feito de forma racional para evitar a aceleração da resistência aos antimicrobianos (Foto: Getty Images)

 

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Evite o uso indiscriminado de antibióticos

De acordo com a cartilha, a resistência antimicrobiana é um fenômeno natural. Todavia, o uso indiscriminado e excessivo de agentes antimicrobianos acelera esse processo, já que os microrganismos têm grande capacidade de se adaptar e evoluir para cepas mais resistentes. Isso representa uma ameaça também para a saúde humana e o ambiente. Por isso, a recomendação é utilizar antibióticos somente com prescrição do médico veterinário, de acordo com o diagnóstico e a dosagem recomendada.

Saiba os critérios para a escolha do antibiótico

A decisão de escolher um antimicrobiano deve estar baseada em alguns critérios: conhecer o agente infeccioso provável; o local de infecção; a eficácia, segurança, toxicidade e indução de resistência do medicamento; o custo e a comodidade de aplicação; o uso de dispositivos invasivos; o tempo de internação; o perfil da família; e o uso prévio de antibióticos pelo animal. De acordo com o Ministério da Agricultura, é importante conhecer bem esses fatores e atentar para que sejam cumpridos pelo médico veterinário do seu pet.

Busque identificar a infecção o quanto antes

Quanto mais cedo se identificar a infecção no animal de estimação, menor o risco de transmissão e evolução de cepas resistentes. Por isso, a cartilha chama a atenção para alguns pontos, como ter conhecimento sobre o histórico do animal em relação ao uso prévio de antibióticos. Se os tutores trabalham, por exemplo, na área de saúde, devem informar.

Cuide da higiene

A higiene é a primeira e mais efetiva medida para evitar a transmissão de patógenos. É responsabilidade de todos os envolvidos nos cuidados com a saúde do animal – desde os turores aos médicos veterinários. A higiene inclui: lavagem das mãos antes e depois do manuseio dos animais e dos equipamentos médicos; depois do contato com fluidos corporais; antes de depois de usar luvas; após usar o banheiro e antes de comer.

Informe-se sobre a clínica

Pesquise se a clínica veterinária atende os critérios mínimos de segurança. Segundo a cartilha, todos os serviços veterinários, independentemente do tamanho, devem ter um programa de controle de infecção composto, no mínimo, por um manual e um médico veterinário responsável. Além disso, toda clínica veterinária que receba atendimentos de urgência ou realize hospitalização 24 horas deve ter uma área de isolamento para abrigar os animais com doenças infecciosas potencialmente contagiosas, mesmo que temporariamente.
Source: Rural

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