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O Estado de Santa Catarina, que tem apenas 1,12% da área do território nacional, se tornou o maior produtor e exportador de carne suína, segundo maior produtor de frangos e o quarto maior produtor de leite, com acesso aos mercados mais exigentes e competitivos do mundo. Um dos motivos é uma conquista que completa exatos 15 anos nesta quarta-feira (25/5): o status de Estado livre de febre aftosa sem vacinação, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Até o ano passado, apenas Santa Catarina tinha esse status no Brasil.

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Porcos na Escócia (Foto: REUTERS/Russell Cheyne)

 

Segundo dados do governo catarinense, em 2006, um ano antes da declaração, o Estado exportava 184 mil toneladas de carne suína, faturando US$ 310 milhões. Em 2021, embarcou 578,52 mil toneladas e as receitas somaram US$ 1,40 bilhão, recordes históricos em volume e valor. Santa Catarina foi responsável por 51,7% da quantidade e 53,4% das receitas brasileiras com exportação de carne suína em 2021.

Os embarques de carne de frango também cresceram, atingindo 1,03 milhão de toneladas em 2021, com receita de US$ 1,84 bilhão, alta de 22,8% em relação ao ano anterior. O Estado foi responsável por 24,5% do valor das exportações brasileiras dessa proteína.

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Em nota, o presidente do Sindicato da Indústria da Carne e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne), José Antônio Ribas Junior, ressalta que a excelência de sanidade trouxe vários avanços para o Estado. “Somos relativamente pequenos em território, mas grandes na produção. O maior selo de qualidade para o nosso Estado é exportar carnes para mais de 160 países do mundo, atendendo aos mais altos níveis de exigência sanitária. Somos livres de todas doenças de comunicação obrigatória, entre elas a aftosa.”

Ribas Junior destacou que isso é resultado de um trabalho intenso e muito suor de produtores, agroindústrias, setor privado, cooperativas, setor de fiscalização e cientistas. “Que venham os próximos desafios. Sabemos que o custo de produção machuca, mas sanidade mata e nos exclui dos mercados.”

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O último foco de febre aftosa em Santa Catarina ocorreu em 1993 e a partir de 2000 foi suspensa a vacinação contra a doença. Em 25 de maio de 2007, representantes do governo estiveram na Assembleia Mundial da OIE para receber o certificado que fez do Estado a única zona livre de febre aftosa sem vacinação do Brasil.

O Brasil caminha para ser livre de vacinação até 2026, segundo plano estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), iniciado em 2017. No ano passado, rebanhos do Paraná, Rio Grande do Sul, Acre e Rondônia e de parte do Amazonas e de Mato Grosso obtiveram a certificação da OIE, se juntando a Santa Catarina.

Doença provocada por vírus, a febre aftosa afeta não apenas os bovinos, mas também suínos, ovinos e caprinos. Os animais que apresentam a doença desenvolvem sintomas como perda de peso, febre e surgimento de vesículas, erosões e úlceras.

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Source: Rural

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