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Com uma alta acumulada de mais de 25% em 12 meses, a carne de frango deve ficar ainda mais cara para o consumidor brasileiro nos próximos meses, quando novos repasses do aumento nos custos de produção serão realizados pela indústria.

“A gente sabe que tem que acontecer o repasse. Que já aconteceu e que, em alguns casos, algumas empresas terão, inclusive, que repassar mais ainda”, destacou nesta quarta-feira (29/9) o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin.

Considerada uma alternativa de proteína animal mais barata, carne de frango acumula inflação de 25% em 12 meses, segundo o IPCA (Foto: Debora Feddersen/Ed. Globo)

 

A entidade revisou suas projeções para 2021 e 2022 e, no caso da carne de frango, a previsão para a produção nacional de frango passou de 14,2 a 14,5 mil toneladas para 14,1 a 14,3 mil toneladas. A redução, segundo Santin, também reflete o impacto a alta nos custos de produção sobre o setor.

“O primeiro semestre de 2021 foi bastante intenso. Cresceu bastante em abates, em produção, mas agora no segundo semestre perdeu um pouco a força exatamente porque o impacto do custo de produção chegou de forma mais relevante”, explicou o presidente da ABPA ao destacar outros aumentos importantes nos custos do setor.

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“O nosso custo veio para ficar. E não é só o milho ou farelo de soja. É 68% de custo de papelão, é 90% de custo de embalagem de polietileno, 84% de polipropileno, 30% de energia, diesel, são custos que vieram para ficar. O que veremos agora, infelizmente, para nós, consumidores, é uma mudança de patamar”, disse Santin.

Ele mencionou, ainda, a retomada das atividades presenciais e as festas de final de ano como fatores que promoverão um aumento da demanda nos próximos meses. A estimativa da entidade é de que o consumo anual per capita de frango cresça até 1,5% este ano e 5,5% em 2022, alcançando 47,5 quilos por pessoa.

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“Ou seja, o preço do frango não foi influenciado pela diminuição da oferta. A gente teve ofertas que foram equilibradas e inclusive maiores que possibilitaram a substituição de proteínas mais caras, como a bovina, por mais carne de frango, suínos e ovos”, observou.

No caso de ovos, cuja demanda também cresceu diante da perda do poder de compra da população, a previsão da ABPA é de que o consumo per capita no país cresça 1,5% este ano e 2,5% em 2022, alcançando 262 unidades por habitante. Já a projeção para a produção deste ano também foi reduzida, de 56,21 bilhões de unidades para 54,5 bilhões.

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“Infelizmente, frango, suíno e ovos subiram de preço e devem ainda, em alguns casos, continuar subindo até tentar buscar esse equilíbrio que deve vir, sim, pelo recuo no custo dos insumos ou pelo repasse”, completou Santin.

Enquanto a alta da carne de frango passa de 25%, a inflação da carne suína e do ovo de galinha medido pelo IPCA em 12 meses chega a 18,75% e 14,26% em agosto, respectivamente.
Source: Rural

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