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Boa noite! Entre os destaques das segunda-feira (6/4), o que a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, falou para representantes do setor, em videoconferência, no último domingo. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) atualiza suas avaliações sobre o impacto da pandemia de coronavírus no agronegócio. A Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) notifica mais casos de peste suína africana na China e os primeiros casos de gripe aviária na Índia. E, com suporte da taxa de câmbio, o preço da soja ultrapassa a marca história de R$ 100 a saca de 60 quilos.

Preço da soja

A manutenção do dólar cotado acima de R$ 5 tem tornado a soja brasileira mais atrativa no mercado, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP). A soja em grão tem diso negociada acima de R$ 100 a saca de 60 kg em Paranaguá (PR) desde o início da semana passada – recorde nominal desde o início da séria histórica, em março de 2006.

Reduzindo estimativas

A AgRural reduziu neste mês a estimativa para produção de soja do Brasil na safra 2019/20 de 124,3 milhões de toneladas projetados em março para 123,8 milhões de toneladas. O volume estimado continua sendo um recorde para a safra, mesmo com o corte na previsão. A redução ocorre em função de uma nova diminuição na produtividade do Rio Grande do Sul – a quarta desde o início do ano – e também de pequenos ajustes para baixo em Santa Catarina. Segundo a consultoria, a boa produtividade registrada em outros Estados compensa parcialmente essas perdas.

(Foto: Getty Images)

 

Tempo

A semana será chuvosa em boa parte do país. Os maiores volumes de chuva devem se concentrar em toda região Norte, além do norte de Mato Grosso, Goiás e Maranhão. Por outro lado, há previsão de formação de geada no Sul. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), pode haver acumulados de chuva de até 150mm no Amazonas e no norte do Mato Grosso. Os próximos dias devem ter pancadas de chuva e trovoadas isoladas em Rondônia, Tocantins, Pará, Amazonas e Acre.

Trabalho nos portos

O governo federal editou uma medida provisória com o objetivo de garantir maior segurança para os trabalhadores dos portos diante do avanço da pandemia de coronavírus. A MP 945/20 foi publicada no Diário Oficial da União e vale por 120 dias. Uma das regras altera a forma de escalar trabalhadores avulsos para operações de carga e descarga. Para evitar aglomerações, os gestores terão de usar meios eletrônicos de forma remota, para que o profissional só vá ao porto na hora de trabalhar.

Gripe aviária

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês) notificou os três primeiros focos de gripe aviária na Índia. O vírus identificado foi o H5N1 – considerado altamente patogênico pelos organismos de saúde. A fonte ou origem da infecção ainda é desconhecida. O caso, conforme a OIE, foi informado pelo Ministério da Agricultura da Índia na última quinta-feira (2/4). O vírus foi identificado em um quintal de aves domésticas e granja de produção de frangos e levou à eliminação de 16.801 aves.

(Foto: Reprodução/Twitter)

 

Tereza Cristina

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, manifestou preocupação com a oferta de crédito para o agronegócio por conta da crise do coronavírus e cogitou a possibilidade de uma antecipação do Plano Safra para o ciclo 2020/2021. Em videoconferência com representantes do setor, promovida pela plataforma AgroSaber, no domingo (5/4), ela disse que o assunto é sua preocupação “número 1” e que, embora o Ministério não tenha o dinheiro, está levando a situação para outras áreas do governo.

“Toda a flexibilização foi feita para atender os bancos e para que não houvesse um problema com o sistema financeiro. Mas o efeito não foi aquele que nós esperávamos”, disse ela, pontuando que tem conversado sobre o assunto com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e com o ministro da Economia, Paulo Guedes. “A gente tem que ser muito conservador e pensar o pior cenário. Esse assunto é a número 1 das minhas preocupações”, ressaltou.

CNA atualiza balanço

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou um balanço atualizado dos impactos da pandemia de coronavírus no agronegócio brasileiro. O estudo foi feito entre segunda-feira (30/3) e sexta-feira (3/4) passada. O boletim traz informações sobre diversas cadeias produtivas do setor tanto na agricultura quanto na pecuária.

Colheita de café

O distanciamento social necessário para evitar o contágio pelo coronavírus é mais uma fonte de preocupação para os cafeicultores brasileiros, pois ocorre justamente no período de colheita do café, quando as fazendas têm maior movimento de pessoas. A agricultura familiar deve atravessar a pandemia sem transtornos, por contar com a própria mão de obra, enquanto os médios e grandes produtores terão que se adaptar para contratar trabalhadores e chegar até o final colheita sem grandes prejuízos.

(Foto: Globo Rural)

 

Mercado de ovos

As cotações dos ovos atingiram o maior patamar real da série história iniciada em 2013 pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP). O principal motivo é o aumento da demanda pelo produto e à queda na oferta, já que o número de pedidos tem superado a produção das granjas.

Megaleite

A Exposição Brasileira do Agronegócio do Leite (Megaleite), uma das principais do setor leiteiro do país, foi cancelada devido ao coronavírus. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (6/4) pela Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, organizadora do evento. "Como os casos da doença continuam crescendo no país, a diretoria da Girolando entende que este momento requer o máximo de cuidado e é preciso unir esforços para combater a pandemia, evitando aglomerações", diz nota divulgada pela entidade.
Source: Rural

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