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A gloriosa Festa do Divino acontece de 31 de maio a 9 de junho (Foto: Alexandre Medeiros/Divulgação)

 

Fé. Muita fé. Abundância de fé espalhando tranquilidade, amizade, paz e esperança. Esperança. Dos dias 31 deste mês até o dia 9 de junho próximo, o manto de bondade do Divino Espirito Santo cobre as ruas, as montanhas, os vales, os bairros, o centenário Mercado Municipal e o rio Paraitinga. Acolhe amorosamente os animais e os humanos.

É a Festa do Divino na bela e hospitaleira cidade de São Luiz do Paraitinga, que fica no Vale do Paraíba, interior paulista. Bem pertinho, ali entre Taubaté e Ubatuba. Festa religiosa, os fiéis católicos enchem a imponente Igreja Matriz de orações e canto e, ao mesmo tempo, as ruas se abrem para receber as manifestações culturais da cidade musical.

São Luiz do Paraitinga é terra de Elpídio dos Santos, compositor preferido do grande Amácio Mazzaropi. Elpídio traduziu brilhantemente as manifestações da alma, como a saudade. Ruas silenciosas. Não tão silenciosas, pois os passarinhos circundam o rio Paraitinga, que abraça a cidade, e o canto deles é ouvido ao longe. Fica mais forte o cantar dos pequenos quando as goiabeiras estão repletas de frutos amarelos e maduros.

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Quem já ouviu falar do João Paulino e da Maria Angu? Gigantes, eles correm soltos pelas ruas atrás da molecada. Eu, quando criança, escapuli dos bonecões. Tem cavalhada, jongo e outras danças populares, autênticas manifestações do povo. Tem a banda musical São Luiz de Tolosa colorindo com seus acordes o cenário bucólico formado de casarões centenários. Dentro deles mora a saudade.

E muito mais. O ponto alto, atenção, é o Império do Divino. Ali, o santinho fica exposto ouvindo nossas rezas e súplicas. É maravilhoso. As paredes são cobertas por panos e papéis vermelhos como o sangue da gente. É maravilhoso. Orações e silêncio. Fé. Mistério.

Ah, sim, ao meio-dia, quando você escutar o barulho forte de um pistolão, não se espante não, ao contrário: é que está pronto o afogado, cheiroso e delicioso prato servido ao povo. Os tachos imensos nos quais a carne é cozida durante toda a noite estão fumegantes. Hora da boia.

Agora, com licença, estou indo para São Luiz do Paraitinga, minha terra.

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Source: Rural

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