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(Foto: Pixabay)

 

Apesar do avanço da pandemia de coronavírus, o setor de defensivos agrícolas está confiante que não haverá problemas para importar o produto da China.

A CropLife Brasil, associação que representa parte do setor de defensivos, diz que monitora a situação diariamente, mas destaca que, até o momento,os impactos não foram sentidos para a produção local.

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“Como o mercado no Brasil está bem estocado, pode ser que haja falta de um ou outro produto, mas não se vislumbra uma falta generalizada de produtos tampouco de sementes”, afirma Christian Lohbauer, presidente executivo da CropLife Brasil.

A Syngenta, multinacional controlada pela ChemChina, também garante que não há interrupção na cadeia de suprimentos e ressalta que “está trabalhando para que tudo siga assim”. Ambas as empresas sinalizam uma estabilização dos trabalhos em seus escritórios na China.

Biológicos em risco

Já os biológicos, em sua maioria, de acordo com a CropLife Brasil, não dependem de matéria-prima importada e, por consequência, não sofrerão impacto de possíveis restrições futuras na logística internacional, nem pelo aumento do dólar.

Mas o mesmo não ocorre com os biológicos importados, em que o impacto é direto. Os biológicos na versão final podem ter o valor revisado entre  5% e 7%, segundo a associação, enquanto a  matéria-prima importada utilizada na produção pode sofrer reajuste imediato de 15% a 20% nos preços. Também há risco da falta de produtos.

Instabilidade

Além disso, a CropLife lembra que o estoque de defensivos biológicos acima de 60 dias não é usual devido ao shelf life (tempo de vida útil do produto). 

Países da Europa e os Estados Unidos, que são fornecedores de matéria-prima e biológicos finais, pedem que a disponibilidade dos produtos seja consultada diariamente, uma vez que não há mais estabilidade de produção devido às restrições diárias do governo.
Source: Rural

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