Skip to main content

O Plano Agrícola e Pecuário para a safra 2018/2019 atende às expectativas dos produtores rurais, mas o montante destinado à subvenção do seguro rural ainda está longe do ideal. Foi o que afirmou o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins da Silva, ao discursar na cerimônia do anúncio das condições de crédito para o próximo ciclo agrícola.

Silva avaliou que tanto o volume de crédito, de R$ 191,1 bilhões, e as taxas de juros, que tiveram redução média entre 1 e 1,5 ponto percentual, estão "coerentes", considerando o atual cenário da economia brasileira. Lembrou, no entanto, que, mesmo com um aumento de 50% nos recursos destinados à subvenção do seguro rural, que chegaram a R$ 600 milhões, ainda há muito o que fazer.

"O valor ainda está longe do tamanho da agricultura brasileira. Apenas 10% da área estão segurados. Em uma economia moderna, o seguro é mais importante que o próprio crédito. Se avançarmos na questão, é provável que as fontes de crédito se multipliquem", disse, Martins, em discurso.

Frete

Em cerimônia que contou com a presença do presidente Michel Temer e do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, João Martins da Silva pontuou que a política de preços mínimos para o frete rodoviário é um motivo de preocupação. O debate sobre o tema ganhou força com a greve dos caminhoneiros e o governo substituiu por medida provisória um projeto de lei sobre o assunto.

>>> Governo anuncia R$ 191,1 bilhões para financiar safra 2018/2019

Inicialmente, o agronegócio apoiou a greve dos caminhoneiros, alegando ter como pauta comum a alta do preço do óleo diesel, que encarece o custo de produção. Mas agora vem tendo que lidar com esse assunto, que considera indigesto. O discurso é o de que o governo está interferindo em uma relação de livre mercado e que os preços de referência do transporte vão encarecer produtos agrícolas.

Desde a semana passada, representações de diversos segmentos da agropecuária vem criticando a decisão do governo. O grupo reúne cadeias produtivas importantes, como grãos, suco de laranja, café, carnes e cana-de-açúcar. À Globo Rural, o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, disse que as entidades cogitam até mesmo a possibilidade de ir à Justiça contra o que tem sido chamado pelo setor de tabelamento do frete.

Source: Rural

Leave a Reply